A razão associada à composição deste Requiem não é clara, podendo, contudo, estar relacionada com a morte do seu pai em 1885. Foi, no entanto, referido por Fauré, que compôs esta obra somente por “prazer”.
A sua primeira apresentação pública, sob a direcção do seu compositor, foi em 1888, na Igreja da Madalena, em Paris. Em1924, no funeral de Gabriel Fauré, o seu Requiem foi interpretado.
As palavras de Fauré sobre a sua obra:
“O meu Requiem. Disse-se que não exprimia o temor da morte. Alguém chamou-o de canção de embalar da morte. Mas é assim que sinto a morte: como uma libertação feliz, uma aspiração à felicidade no além, mais do que uma transição dolorosa… O meu Requiem foi composto para nada… para o prazer, se ouso dizer. Talvez tenha assim, por instinto, procurado fugir aos convénios, já que há muito tempo acompanho ao órgão serviços de enterro! Disso já tive até à cabeça. Quis fazer algo diferente”.
Gabriel Fauré (1845 - 1924)
Nasceu em França, em 1845, numa família modesta onde muito novo mostrou a sua aptidão para a música,sendo que aos 8 anos fazia improvisações no harmónio da Igreja de Montgauzy.
Frequentou uma famosa escola onde recebeu uma sólida formação musical e geral, tendo tido como mestre Saint-Saëns que lhe transmitiu toda uma cultura musical vastíssima. Assistiu a várias apresentações de Saint-Saëns e de Richard Wagner, mas embora impressionado com a música deste último, nunca cedeu aos seus “encantos”.
Fauré veio dotar a música francesa de obras com melodias admiráveis e que vieram implantar na França um género musical que ia dar continuidade à tradição de Franz Schubert e Robert Schumann.
Fauré é um dos maiores nomes da música francesa moderna, com um apurado sentido de elegância, clareza,recato poético e oposição ao dramatismo oratório.
Parte II: Missa Criolla – Ariel Ramirez
A Missa Criolla é uma obra prima da arte religiosa argentina e é considerada um clássico dentro da musica universal. Foi composta em 1964, por Ariel Ramirez, para ser interpretada por solistas, coro e orquestra, tendo na sua génese motivos puramente folclóricos. Ariel Ramirez criou os elementos rítmicos no âmbito musical do folclore, para acompanhar a sequência litúrgicada missa: Kyrie, Glória, Credo, Sanctus e o Agnus Dei.
Supõe-se que a sua inspiração de Ramirez para esta obra tenha surgido após o seu encontro com um grupo de freiras, numa visita à Alemanha pós-guerra,que supostamente lhe pediram para compôr uma peça espíritual.
A Missa Criolla foi das primeiras missas não cantadas em Latim, após o Concílio de Vaticano II e foi apresentada, pela primeira vez, na cidade de Mercedes, no dia 20 de Dezembro de 1965.
Um dos instrumentos utilizados nesta obra é o charango, desenvolvido no século XVII no altiplano do Peru e da Bolívia, que não é mais do que um híbrido entre a guitarra e o alaúde, trazidos da Europa pelos espanhóis. O Charango tem cinco pares de cordas, bojo arredondado (da carapaça de um tatu) ecom uma estrutura em formato de oito.
Dia 1 de Outubro de 2011 às 16h00
Linha de reservas:
A aquisição de bilhetes poderá ser efectuada mediante reserva para o telefone: 218204 326 (Produtor do evento), ou compra directa na bilheteira do Teatro Tivoli de segunda a domingo das 13h00 às 19h00
Neste outono, regressa a Portugal a melhor música clássica apresentada
pela Euroconcert.
Tchaikovsky concerto para piano – O Lago dos
Cisnes.
Sinfonietta de
Sofía
Piotr I.
Tchaikovsky
Concerto para piano nº1
O primeiro dos concertos para piano que o genial e atormentado romântico Piotr Ilich Tchaikovsky compôs tornou-se no mais célebre de toda a história da música, e isso apesar de que no seu início nada o fazia prever.
O Lago dos Cisnes
A obra, sob a forma de conto de fadas, narra a história de um amor impossível entre o príncipe Sigfrido e Odete, uma jovem rainha transformada em cisne diante de toda a sua corte pelo feitiço do malvado Von Rothbart.
Abertura 1812
Escrita para celebrar a derrota de Napoleão ao tentar submeter a Rússia, funde a música religiosa e folclórica russa, o hino do Czar e fragmentos da Marselhesa, constituem um verdadeiro poema sinfónico.